DAVID REIS PINTO

PINTURA

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David Reis Pinto, nasce em terras do Sul, na cidade de Faro a 17 de Dezembro de 1987.
De forma precoce vê-se afastado das suas origens e vai estudar para Beja onde conclui o ensino Básico na escola Mário Beirão e o ensino secundário no Liceu Diogo de Gouveia, sempre com uma ligação muito forte às Disciplinas de desenho e expressão plástica, estudando Artes no secundário. A pintura esteve sempre presente em cada processo de transição ou mudança na sua vida, expressando-se com pequenas aguarelas, textos ou somente composições de linha com tinta da China. Em 2007 ingressa no curso de Arquitectura e mestrado integrado na Universidade de Évora. Ainda enquanto estudante dá resposta a cerca de 200 aguarelas de grande formato com o objectivo de pagar as despesas inerentes à formação. A expressão e o equilíbrio são premissas importantes; noções que transporta do curso de arquitectura para a pintura, jogando com o espaço cheio e o espaço vazio, com os contrastes entre a luz e a sombra, com cores e como as relaciona e potencia, com a linha grossa e linha fina, com o ponto e com o plano.. realismo, figurativo ou abstrato a ideia de unidade funciona como que uma âncora, como que uma regra que não pode abandonar de forma a que o processo seja construtivo e não o contrário.

Eu e a cor  


Através da cor construo a minha reeducação pessoal, a consciência de que é necessário consolidar alguma da informação a que estou sujeito. Depois de muita formação que considero ter sido imposta existe esta consciência de que é preciso seleccionar, analisar e viver uma nova relação com a aprendizagem, diria que de uma forma mais íntima e pessoal.
Estes processos de descoberta são precisamente uma tentativa de auto identificar-me. O tempo de pintar cada personalidade ou tema serve-me como um tempo de relacionamento, aproximação, e de oportunidade para aprender.


A técnica que apresento nas minhas interpretações é o entendimento entre a vontade de desmistificar as cores, o lado estético e a forma como assimilo influências ou crio algo intuitivo. Assumindo a cor como a essência mãe com o poder de construir, vejo que no futuro ideal estaremos nus de preconceitos, ligados pela maior mistura de todas, como seres de todas as cores. Se a utopia é fruto da imaginação logo é apenas uma questão de tempo até se tornar real.  
As cores são o reflexo da composição, são o reflexo da forma, da forma visível, são a partícula indivisível que não se vê, são o paralelo da criação.
A ausência da cor é ausência de vida, é ausência de imaginação. Sem cor não existe o lado do icebergue que não se vê, sem cor não daríamos forma aos sonhos, também não dariamos cor às memórias ou às projeções do futuro. Sem passado não existiria presente e sem cor não seria possível caminhar entre as complexas dimensões dos nossos pensamentos. Sem cor não se constrói, não se nasce, sem cor não se morre. Cor é Luz.

Determinar a composição cromática da tela é tão importante como o sujeito que pretendo recriar, assim acredito que para além de partilhar referências e intuição partilho também um conjunto de emoções novas.

 

 

David Reis Pinto

JORGE MARQUEZ

ESCULTURA

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Jorge Marquez, nasceu em Lisboa no ano de 1957.
Manipula a técnica da pintura em diversos materiais como pastel, óleo, aguarela e aerografia. O manuseamento e desenvolvimento destas técnicas proporcionou-lhe a entrada no mundo da publicidade. Participou como aderecista no Teatro, Expo de Sevilha, nas Marcas Populares de Lisboa, a Triologia “Guerra das Estrelas” que esteve patente em Lisboa, Como artista plástico expôs na Câmara Municipal de Sintra, Galeria Pôr do Sol, em Sesimbra, Câmara Municipal de Serpa, Átrio da Entrada Principal Secretaria Geral do Ministério dos Transportes e Obras Públicas, Casa do Alentejo, Groupama, entre outros. Foi também convidado a expor em Suíça, Itália e Espanha. Em 2008, foi convidado para personalizar motores de automóveis antigos, que fazem parte da atual coleção exposta ao público do Museu Automobilístico de Málaga, em Espanha. Fado pintado foi um dos projetos que realizou, pintar o fado, as suas vertentes humana, urbana, artística e histórica, recorrendo a imagem de autores, cantores, guitarristas, ruas, lugares e objectos. Depois de ter feito uma recolha fotográfica do nossa azulejaria tradicional, dedicou-se à pintura em cerâmica, utilizando o seu cunho pessoal.

 

Em 2017, o artista envolveu-se na escultura utilizando o conceito da filigrana, e usando sucata, arame e ferro como matérias-primas. Participou em inúmeras feiras de artesanato nomeadamente a FIA, Feira de Artesanato de Pombal, Vila Franca de Xira, Feira do Pinhal (Oleiros), Vila do Conde entre muitas outras. Uma das obras mais emblemáticas do artista foi um carro Jaguar XK120 em tamanho real, que se encontra em exposição no Museu Automobilístico de Málaga. Algumas das peças que idealizou e executou podem ser apreciadas em Hóteis, Casa de Fado, Jardins Públicos. Outras ainda encontram-se em coleções particulares. Está actualmente a criar várias esculturas com o princípio da filigrana, para fundar um Museu de Arte Viva, onde possa ter as suas esculturas assim como as pinturas, e ao mesmo tempo trabalhar ao vivo, de modo que os visitantes possam ter a noção da execução de uma peça.

Jorge Marquez

TERESA BANDEIRA

ARTISTA PLÁSTICA

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Já dizia Lavoisier “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Desde muito nova que sempre tive um especial fascínio por dar um novo propósito a objetos que já não servem a sua finalidade original. Lembro-me de fazer bonecas com rolhas de cortiça, transformar caixas de cartão em casas para as mesmas, fazer a clássica transformação de trapos em roupinhas, entre muitas outras “renovações de tralha”. Acabei por criar o hábito de guardar tudo o que para os demais era lixo, mas que pessoalmente me despertava interesse. É nesse seguimento que vem o encanto pelos eletrónicos estragados ou ultrapassados. Tudo começou com o antigo telefone de disco dos meus avós. Guardei-o durante muito tempo sem nenhum objetivo concreto, apenas pelo fascínio que sentia. Até que um dia, com os meus 14 anos, peguei em vernizes de unhas que iam para o lixo, por já estarem com o esmalte demasiado seco para a aplicação, e entornei-os por cima do telefone de modo a criar uma cascata de cor ornamental. Assim, fortuitamente, criei a minha primeira peça. A coletânea de peças continuou ao longo dos anos, até que criei a minha primeira coleção, coleção Cosmos." 

 

Teresa Bandeira

MARIO BADIOLI

Escultura

Nasceu a 12 de fevereiro de 1940, em Murano, uma ilha do lago veneziano, famosa em todo o mundo pela sua tradicional produção de vidros artísticos.
Aos 14 anos foi aprendiz do mestre soprador de vidro Ermanno Nason, na empresa Mazzega I.V.M. De 1958 a 1960 frequentou o Instituto de Belas Artes em Veneza, onde estudou com o professor Angelo Fuga. No mesmo período começou a trabalhar, ainda na mesma empresa, Mazzega I.V.M., como master junior. A sua primeira experiência como Maestro veio em 1968, quando começou a trabalhar para Fratelli Pitau onde permaneceu por 10 anos, trabalhando em diversos tipos de produções. De 1979 até ao final de 1983, trabalhou para a empresa Oball.
Inspirado pelo seu artista favorito era Picasso, embora nunca tenha chegado a conhecê-lo. Depois de 1984, criou o eu próprio estúdio de vidraria onde finalmente conseguiu trabalhar livremente e começou a esculpir as suas obras em vidro Murano.

Mario Badioli

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ALEXINA

ARTISTA COM VIDRO

               Em processo criativo constante, Alexina transcreve o seu talento através de técnicas específicas variadas, trabalhando cores e formas moldadas no vidro.

Tendo como referência predominante a Natureza, a artista redescobre esta matéria reaproveitando e reutilizando, criando corpo na sua fantasia em múltiplas ideias.

Composições de alquimia colorida formam um misto de vários elementos e materiais dando lugar a obras de particular interesse estético e poético.

Biografia

Palmira Moreira de nome artístico Alexina, nasceu em 1962 em Almada, e viveu a primeira metade da sua vida em Lisboa, mudando-se depois para a zona da Aroeira onde reside actualmente.

Iniciou a sua actividade artística em meados da década de 90, na decoração de cerâmica, com a abertura de um pequeno espaço onde mais tarde monitorizou aulas de formação artística.

Mais recentemente, dedicou-se à produção de esculturas em vidro com a técnica de fusing e slumping glass, utilizando retalhos de vidro float destinado à reciclagem, sobre suportes de variados materiais, muitos deles numa perspectiva upcycling.

Os temas utilizados nos seus trabalhos são essencialmente sobre a Natureza, sendo a praia e a floresta, locais de frequente contemplação e inspiração na produção das suas obras.

Com a abertura do seu recente atelier no Barreiro, cidade de grande actividade no mundo das artes plásticas, e localidade com um passado de indústria pesada, oferece a Alexina novos estímulos criativos a explorar.

Tem particpado em várias exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro, tendo recebido algumas referêncas de mérito.

Esteve presente em revistas temáticas, com workshops práticos de sua autoria.

Artista Produtor da IMARGEM desde 2016, e membro fundador e da Direcção do CVA – Colectivo de Valorização Artística (2017-2019).

 

ALEXINA 

José Victor de Sousa carvalho (Zévi)

ESCULTOR

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 Nasceu em Lisboa, em 1961. 

 

 

 

 

Deu início ao seu percurso artístico na antiga Escola de Artes Decorativas António Arroio onde frequentou o curso de Artes Decorativas, Desenho Gráfico e Imagem, seguindo actividades profissionais, na banda desenhada, cinema de animação, publicidade e técnicas multi-disciplinares em várias áreas. 

Em 1987 viveu em Londres onde trabalhou em cerâmica, azulejo, pintura sobre moda e vestuário que mais tarde apresentou na Intermoda Lisboa, Museu Académico de Coimbra, Museu Nacional do Traje entre outros.

Nos anos 90, iniciou o período escultórico no desenvolvimento e pesquisa tridimensional através da aerografia, técnicas mistas reconstrutivas, sugerindo alternativas à própria recriação com a escultura/composição na prática Upcycling.

Em 2005 criou a Oficina ReCriativa e o conceito “Reciclagem Reconstrutiva” produzindo séries limitadas de modelos em kit coleccionáveis (eco-brinquedo de autor) e os workshops práticos.

Desde 1985 tem participado em exposições individuais e colectivas, recebeu alguns prémios, criou e desenvolveu projectos de espaços particulares, cenografia e produção de obras temáticas estando presente em diversas colecções privadas dentro e fora de Portugal.

 

Foi mentor e sócio fundador do CVA – Colectivo de Valorização Artística em V. Nogueira de Azeitão, entre 2017 e 2019, onde variados eventos artísticos tiveram lugar sob sua orientação.

PEDRO BOTELHO

ESCULTOR

Atualmente reside na Quinta do Anjo, no concelho de Palmela.

 

Revelando desde muito cedo o gosto pela arte de esculpir a pedra, herdou do seu pai e avô  Noé de profissão moleiro na serra do louro o dom de pegar no escopro e na maceta e fazer sair, de uma pedra disforme, a obra que idealizou.

 

Em 1994 realizou a sua primeira exposição no Cinema São João, em Palmela e, desde então, já expôs várias vezes em Palmela, por ocasião das Festas das Vindimas, nas Festas de Todos os Santos, em Quinta do Anjo, nos Hotéis Alfa e Penta, em Lisboa, na Galeria Inquisição, em Setúbal, e na Galeria Santiago, em Palmela.

 

Em 1998 foi inaugurado, no Largo D. Maria, em Palmela, um monumento com a sua assinatura, que pretende homenagear os trabalhadores agrícolas da região.

 

Nesse mesmo ano participou num concurso de obras escultóricas para áreas de serviço, tendo as suas propostas sido selecionadas para integrar a área de serviço de Palmela, em ambos os sentidos (Sul/Norte e Norte/Sul).

 

As obras tiveram como tema a agricultura e a pastorícia, práticas ainda existentes e muito comuns entre as gentes desta região. O escultor utilizou, para cada obra, três chapas de granito preto e três de moleano e trabalhou-as com a técnica do médio relevo.

 

A obra nº 1 simboliza o pastor com o seu rebanho de ovelhas esculpidos no moleano, que se encontram com frequência em algumas freguesias do concelho de Palmela. 

 

Por trás, no granito preto pode observar-se a silhueta dos moinhos da Serra do Louro, que na realidade ainda existem, e alguns mantêm-se em funcionamento.

 

Na obra nº 2 está esculpida, no moleano, a carreta de bois que em tempo se utilizou para o transporte de produtos agrícolas e, no granito, pretende-se representar a Vila de Palmela, vista ao longe, com o seu Castelo no alto. Esta silhueta é muito semelhante à que se observa em alguns pontos da auto-estrada, quando se viaja no sentido Norte-Sul.

 

No ano de 2014 concluiu mais uma grande obra pública, situada numa rotunda no centro da aldeia de Casebres, em Alcácer do Sal. A obra, também em moleano,  retrata  uma mondina na apanha do arroz, e a vida rural  do concelho de Alcácer do Sal.

 

Em Dezembro de 2015 o escultor ofereceu ao Papa Francisco, durante a audiência geral na Cidade do Vaticano, uma escultura da sua autoria, evocativa do Jubileu da Misericórdia, em nome da sua Paróquia.

    

Foi-lhe adjudicada mais uma grande obra pública, que será colocada na rotunda que serve de entrada à vila de Palmela, vindo de Azeitão para Palmela. A obra será alusiva à Ordem de Santiago que radicou-se em Palmela desde o séc. XII, e entre os finais do séc. XV e 1834, onde manteve aí a sua sede.

 

Recentemente foi inaugurado uma grande escultura na avenida dos ferroviário em pinhal novo ,trata-se de uma peça com 30m de comprimento 5m de largura e 6m de altura tentei recriar o arco da ponte por onde passa o comboio que faz a ligação entre lisboa e o algarve .